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Venezuela pode fechar mineradoras para poupar energia

CARACAS (Reuters) - A Venezuela pode fechar suas operações de ferro, alumínio e aço.

05/01/2010 - Devido à necessidade de poupar energia em meio a um déficit de eletricidade que dura meses, afirmou na segunda-feira o ministro para Energia Elétrica, Angel Rodríguez.

As mineradoras estatais, localizadas na região de Guayana, consomem cerca de um quarto da energia produzida por hidrelétricas no país.

Um total de 70% da potência total nacional é gerado nas represas de Guri, Caruachi e Macagua, no sudeste de Guayana.

"Sim, temos que fechar as empresas básicas de Guayana, porque Guri está secando. A outra opção é deixar o resto do país sem eletricidade, e isso não é possível", disse Rodríguez, segundo o jornal "El Mundo" desta segunda-feira.

As empresas que pertencem à Corporação Venezuelana de Guayana (CVG) já foram submetidas a restrições de energia que as levou a reduzir sua produção em 52%, segundo o jornal.

A CVG trabalha com mineração e comercialização de ferro, bauxita, alumínio e ouro, mas sofre com a falta de investimentos, obsolescência e problemas trabalhistas, e busca financiamento internacional para superar sua crise.

Das empresas da CVG, a redutora de alumínio Alcasa desincorporou duas linhas de redução, e a Venalum reduziu sua produção. A processadora de ferro Ferrominera também pertence à CVG.

Também foi afetada a Sidor, maior produtora de aço da América Latina, que foi renacionalizada em 2008 e já interrompeu o funcionamento de dois fornos, como parte de seu plano de racionamento. A empresa não faz parte do grupo, mas também opera em Guayana.

Por toda a Venezuela, regiões residenciais sofreram cortes elétricos por meses, o que enfureceu a população e gerou protestos contra o governo de Hugo Chávez.

Segundo o governo, a crise elétrica se deve à falta de chuvas por causa do fenômeno climático El Niño e ao aumento da demanda. Entretanto, a oposição e alguns analistas dizem que as autoridades não fizeram os investimentos necessários para atender ao crescimento da demanda.


(Por Patricia Rondón Espín)

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