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Empresas de base mineral renovam estratégias cooperativas

Empresas de base mineral renovam estratégias cooperativas
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A integração da cadeia produtiva paralelamente ao fortalecimento das atividades conjuntas das empresas foi uma das estratégias defendidas nesta quinta-feira (8) no 'VI Seminário Nacional de Arranjos Produtivos Locais de Base Mineral – APL Mineral'. O tema do encontro, que prossegue nesta sexta (9), é ‘Eficiência Energética e Sustentabilidade: a Busca por Alternativas para as Micro e Pequenas Empresas de Mineração organizadas em Arranjos Produtivos Locais’.

O evento realiza-se no Rio de Janeiro em conjunto com o ‘3° Encontro da Rede Brasileira de Informação de Arranjos Produtivos Locais de Base Mineral – RedeAPLmineral’ (www.redeaplmineral.org.br).

Como integrante da Cooperativa dos Produtores da Pedra Cariri, sul do Ceará, João de Aquino Lima, que atua no segmento há mais de 20 anos, comprovou na prática os benefícios da atuação dentro de um APL. Ele conta que as empresas tinham um comportamento individualista que provocava uma concorrência predatória.

Com os preceitos de proteção ambiental adotados na década de 90 e com a definição daquele território como Área de Proteção Ambiental (APA), e depois com a criação do Geo Parque Nacional do Araripe, a transformação do modelo de produção se impôs de forma irreversível.

Para continuar com a exploração da pedra cariri - calcário laminado utilizado em pisos e revestimentos - os empresários tiveram que se adaptar às novas regras, como reconstituição do ambiente depois da lavra e o correto deslocamento de rejeitos.

“Antes, era cada um por si. Ninguém trocava informações, com medo de ser prejudicado pelo concorrente. O APL trouxe uma grande mudança de mentalidade. Eu mesmo, geólogo de cabelos, brancos, achei que aquilo não iria dar certo”, admite Lima.

A desconfiança inicial foi vencida quando João de Aquino e os demais empresários da região constataram os benefícios da atuação em rede. Ele cita o acesso às novas tecnologias que substituíram a exploração exclusivamente manual e a consciência ambiental como fatores de sobrevivência do negócio. “Hoje, trabalhamos atentos à legislação para atender as normas nos mínimos detalhes”.

“O APL promove a cooperação empresarial e essa cultura é o que mais nos interessa. O desenho do arranjo produtivo é fundamental para estimular a atuação conjunta que incentiva a inovação, a certificação e cria condições para que as empresas atuem na formalidade e o setor se desenvolva de forma mais competitiva”, avalia a coordenadora nacional de Projetos da Indústria, Cerâmica e Pedras e Rochas Ornamentais do Sebrae Nacional, Helena Greco.

As oportunidades de crescimento são enormes nesse novo cenário de desenvolvimento que inclui, por exemplo, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e grandes eventos como a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.

Dados do setor mostram que das 120 mil empresas do setor de construção, aproximadamente 90% são de pequeno e médio porte, sem contar com as indústrias que compõem os outros elos dessa cadeia produtiva, como as empresas de cerâmica vermelha, rochas ornamentais, mármores e granitos, gesso e artefatos de cimento, entre outras.

“Mas não se iludam com os grandes investimentos”, adverte o gerente de Desenvolvimento Industrial do Sebrae/RJ, Renato Regazzi. “Para que os ganhos não se limitem a uma geração é preciso investir em um modelo cada vez mais avançado que promova, ao mesmo tempo, o desenvolvimento econômico, social e ambiental; as micro e pequenas empresas podem ganhar na sua singularidade porque a palavra de ordem é o natural e o sustentável”.

por Regina Mamede

Serviço:
Agência Sebrae de Notícias - (61) 3348-7138 e 2107-9362
www.agenciasebrae.com.br

Fonte: Portal Sebrae

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