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Cetem edita livro sobre 'Fertilizantes: Agroindústria e Sustentabilidade

Brasília, 01/07/09

O Cetem, com apoio Financeiro da Petrobras, edita livro sobre fertilizantes

Ao editar o livro FERTILIZANTES: AGROINDÚSTRIA E SUSTENTABILIDADE o CETEM atende a uma das suas principais funções: difundir conhecimentos e tecnologia para o setor mineral, neste caso o dos agrominerais.

No agronegócio o Brasil é um gigante. Em escala mundial é o primeiro exportador, de café, carne bovina e frango, soja e derivados, suco de laranja, açúcar, e o terceiro no de algodão. Como produtor é o primeiro, em café, açúcar e suco de laranja; o segundo em carne bovina e no complexo soja, sendo o terceiro e o sexto no de carne de frango e de algodão, respectivamente.

O gigantismo da agroindústria e do agronegócio brasileiros, que movimentam mais de 500 bilhões de reais, isto é, cerca de 30% do PIB brasileiro, contrapõe-se à altíssima dependência externa da importação de nutrientes para a agricultura, da ordem dos 70% do seu consumo, sendo, no caso do potássio, superior a 90%. Em 2008 representou um custo de 3,4 bilhões de dólares. Esta situação é agravada pelo fato dos solos brasileiros apresentarem fortes limitações e necessitarem de elevadas taxas de fertilização.

Mesmo com este aporte de materiais fertilizantes, essencialmente aplicados nas grandes e médias propriedades, os solos agrícolas, apresentam, no seu conjunto, um déficit anual de cerca de 900 mil toneladas de nitrogênio (N), 400 mil de fósforo (P2O5) e outro tanto de potássio (K2O), o que aponta para um déficit anual médio de nutrientes da ordem de 25 a 30 kg por hectare.

Por outro lado, a calagem dos solos, com calcário agrícola, é também fundamental, dado que mais de 70% dos solos agricultáveis são considerados ácidos, necessitando portanto de calagem. A aplicação mais conveniente, em grande parte do Brasil, de 2,5 a 3,0 toneladas, se reduz a apenas um terço desse valor, está muito longe de ser atingida, embora, paradoxalmente, seja um insumo abundante, com capacidade produtiva ociosa e com ampla distribuição.

Pode assim concluir que o Brasil é um gigante na agropecuária, mas, pela sua dependência externa de fertilizantes, “gigante de pés de barro”.

Esta é a razão principal da edição de FERTILIZANTES: AGROINDÚSTRIA E SUSTENTABILIDADE, livro polivalente, com 25 capítulos e 615 páginas. Nele, autores de renome, marcantes em diversas áreas de pesquisa, abordam, de forma abrangente e interdisciplinar, os caminhos, importância e função dos fertilizantes numa agricultura que se quer economicamente desenvolvida, ecologicamente correta e socialmente justa, sustentável e não sustentada.

São temas principais: - O uso da tecnologia favorecendo o princípio da substituição da terra; - Nutrientes: fontes, produção e sua importância na agroindústria; - Agricultura e sustentabilidade - materiais fertilizantes e moderadores; - Rotas alternativas de produção de fertilizantes fosfatados; - Concluindo: nutrição de plantas, fertilidade do solo, adubação e a economia brasileira.

Em, FERTILIZANTES: AGROINDÚSTRIA E SUSTENTABILIDADE acentua-se que, desde o início da pesquisa científica sobre a nutrição mineral de plantas, no século XIX, se buscam, estudam, aplicam e avaliam compostos químicos e materiais diversos para alimento dos vegetais e mostra-se que, atualmente, a contribuição dos fertilizantes no aumento da produtividade dos cultivares é da ordem de 30 a 50% enquanto os outros fatores de produção, tais como, variedades melhoradas, sementes selecionadas, práticas de cultura adequadas, controle de pragas e doenças, etc, em conjunto, contribuem com os restantes 50 a 70%

Os autores (são 40 entre autores e co-autores) apresentam no livro o estudo das várias incidências desta situação e os caminhos para solucioná-las. Analisam e comentam situações, desenvolvem idéias, sugerem caminhos e mostram a necessidade de trabalhos, intensos e abrangentes, de P, D & I, tanto por parte das entidades oficiais como das próprias empresas, para que, no Brasil, a área mínero-química não continue a somar atrasos em relação ao desenvolvimento agrícola, ainda mais agora com o grande incremento de cultivares para biocombustíveis.

Como referia o Professor Eurípedes Malavolta, grande nome da agrociência brasileira, o homem, desde que surgiu sobre a Terra, é uma planta ou planta transformada. Por sua vez, a planta também necessita de alimento para viver, retirando-o do ar, da água e do solo e freqüentemente, no todo ou em parte, do fertilizante mineral e/ ou do adubo orgânico – é necessário alimentar o solo, que alimenta a planta, que alimenta o homem e o animal. Sem “comer” a planta não vive e, se não houver planta, o homem não vive.

O lançamento do livro está previsto para início do segundo semestre do corrente ano.

São seus editores: Francisco E. Lapido-Loureiro, Ricardo Melamed e Jackson Figueiredo Neto.
    
Rio de Janeiro, junho de 2009.

Fonte: Cetem

 

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