Gemas e Jóias do Rio Grande do Sul

APL:
Gemas e Jóias do Rio Grande do Sul

Setor:

Segmento(s)

Unidades federativas

Região:
Sul

Município(s)

Problema:
Há décadas, os garimpeiros de Ametista do Sul (RS) trabalham nas minas e galerias da região utilizando os marteletes pneumáticos como principal ferramenta de trabalho. No subsolo, a extração a seco, em galerias sem ventilação, provoca uma grande dispersão de poeira, em especial, pó de sílica, que aspirado, provoca graves problemas respiratórios. Para combater esse problema, os consultores da Rede APL Gemas e Jóias RS, em parceria com a Cooperativa de Garimpeiros do Médio Alto Uruguai Ltda, agem, desde de 2005, para inovar algumas técnicas de produção, utilizando, dentre outros métodos, a extração a úmido, e o sistema de ventiladores nas galerias. O esforço, também funciona para a realização de estudos, individualizados, de impacto sobre o meio ambiente, visando à promoção do manejo ambiental responsável.

Solução:
Objetivo Geral: O objetivo principal do trabalho é de implantar métodos e técnicas de perfuração e extração de ametista, visando à melhora das condições de segurança e saúde do garimpeiro no local de trabalho; E também, promover as boas práticas no manejo ambiental: recuperando áreas danificadas pela exploração e o depósito de rejeitos. Objetivo Específico: Adequar as práticas de perfuração e extração da ametista em minas e lavras na região de Ametista do Sul (RS) ao que foi acordado no Termo de Compromisso Ambiental (TCA) entre a COOGAMAI e a Fundação Estadual de Proteção Ambiental do Rio Grande do Sul. As principais atividades que são abordadas no termo são a saúde e segurança do garimpeiro, métodos de extração e recuperação ambiental: Substituição do método de perfuração a seco para perfuração a úmido, procedimento que diminui a quantidade de pó contendo sílica suspensa no ar por volta de 95%, isso comprovado por estudos realizados in loco em garimpos executados pela FUNDACENTRO; Introdução de adequado sistema de ventilação de mina em cada garimpo, respeitando as novas condições do método de perfuração; Adequação de profissional capacitado (blaster) por garimpo, para efetuar as detonações subterrâneas que utilizam a pólvora negra; Recuperação ambiental das áreas onde o garimpo danificou e em despejos de rejeitos inutilizados. Plantio de mudas nativas nas áreas de garimpo, com vistas a compensação ambiental. Delimitar um zoneamento de extração e deposição de rejeitos.

Resultado:
Resultado: Com pouco mais de dois anos de trabalho efetivo, Cerca de 72% dos garimpos da região migraram da extração à seco para o à úmido, como se pode averiguar gráficos a seguir. (Dados do 1° Semestre de 2008)

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