Entrevista: Francisco Rêgo Fernandes
Tecnologista Senior do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) e Membro do Conselho Editorial da Revista Brasil Mineral. Doutor Francisco Chavves Fernandes tem experiência na área de Economia, com ênfase em Economias Agrária e dos Recursos Naturais. Atuando principalmente nos seguintes temas: Recursos Minerais, Engenharia de Minas, Produtos Primários, Economia Internacional, Recursos Naturais e Globalização. Ele conversou com a RedeAPLmineral, durante o I Congresso Brasileiro de Rochagem, sobre a construção do banco de dados do setor mineral: Mineral Data.
RedeAPLmineral: O senhor poderia falar da construção do banco de dados Mineral Data?
Francisco Fernandes: Eu sou pesquisador. E sempre encontrei dificuldades de encontrar dados e informações sobre a mineração disponíveis na internet. Sempre que procurava algum dado, só o encontrava em papel: relatórios, anuários, etc; Esta situação atrapalha também na hora da pesquisa acadêmica. É muito difícil promover a orientação de pesquisas de alunos com dados que estão guardados nas bibliotecas por aí. O que encontrávamos, muitas vezes, eram alunos com vontade de realizar boas pesquisas, mas que desistiam rapidamente de realizá-los pela dificuldade de se encontrar as informações. Eles reclamavam que, diferentemente de outras áreas, o setor mineral realmente não tinha dados digitalizados e atualizados. Então esta foi a motivação para o começo do trabalho: colocar essa informações à disposição de todos que precisam dela.
RedeAPLmineral: Quanto tempo durou este trabalho?
Francisco Fernandes: Praticamente um ano de trabalho de uma equipe bastante extensa. Primeiramente, definimos quais dados entrariam para o Mineral Data, confirmamos as passagem dos dados e depois a checagem de todos eles. Os dados são atualizados, inclusive com a conversão de dados de moeda, por exemplo. O usuário pode pedir para gerar um gráfico com os dados que deseja, ou pode exportar dados por aplicativos como o Excel.
RedeAPLmineral: Como está sendo a recepção do banco de dados?
Francisco Fernandes: Em quatro meses de uso tivemos cerca de 4 mil acessos; para o setor mineral acho que é um sucesso. Vamos ver daqui para frente. O governo federal está trabalhando no Plano Duo-decenal (2010 – 2030) e com certeza os técnicos que estão se debruçando sobre essa tarefa vão utilizar do Mineral Data para realizar as suas pesquisas. Tivemos alguns contatos com pessoas de Universidades e faculdades que tem cadeiras da mineração para ver o que eles acham, vamos levar essas informações em conta para possíveis alterações. Aos poucos alunos e professores vão conhecendo melhor o Mineral Data, experimentando mais e utilizando a ferramenta nas pesquisas acadêmicas.
RedeAPLmineral: Quais minerais estão presente no Mineral Data?
Francisco Fernandes: Todos. De A a Z, os mais importantes que são produzidos no Brasil. São dezenas de minerais. O trabalho apresenta, para a maioria dos bens minerais, dados
de reservas, produção, consumo, comércio exterior, entre outros. Contém ainda
informações sobre alguns produtos da primeira transformação mineral. Os dados
são retroativos à década de 1970 e estão atualizados até 2007.
RedeAPLmineral: O trabalho com o banco de dados está encerrado?
Francisco Fernandes: Não. O Ministério de Minas e Energia através da Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, está patrocinando a continuação dos trabalhos do Mineral Data para mais um ano e com ênfase na ampliação das estatísticas setoriais. Aproveitamos para convidar todos que tem interesse no assunto para comentar o trabalho e fazer sugestões. Comentários podem ser encaminhados para o Cetem (Centro de Tecnologia Mineral). Todas as sugestões são bem vindas.
Francisco Fernandes: Eu sou pesquisador. E sempre encontrei dificuldades de encontrar dados e informações sobre a mineração disponíveis na internet. Sempre que procurava algum dado, só o encontrava em papel: relatórios, anuários, etc; Esta situação atrapalha também na hora da pesquisa acadêmica. É muito difícil promover a orientação de pesquisas de alunos com dados que estão guardados nas bibliotecas por aí. O que encontrávamos, muitas vezes, eram alunos com vontade de realizar boas pesquisas, mas que desistiam rapidamente de realizá-los pela dificuldade de se encontrar as informações. Eles reclamavam que, diferentemente de outras áreas, o setor mineral realmente não tinha dados digitalizados e atualizados. Então esta foi a motivação para o começo do trabalho: colocar essa informações à disposição de todos que precisam dela.
RedeAPLmineral: Quanto tempo durou este trabalho?
Francisco Fernandes: Praticamente um ano de trabalho de uma equipe bastante extensa. Primeiramente, definimos quais dados entrariam para o Mineral Data, confirmamos as passagem dos dados e depois a checagem de todos eles. Os dados são atualizados, inclusive com a conversão de dados de moeda, por exemplo. O usuário pode pedir para gerar um gráfico com os dados que deseja, ou pode exportar dados por aplicativos como o Excel.
RedeAPLmineral: Como está sendo a recepção do banco de dados?
Francisco Fernandes: Em quatro meses de uso tivemos cerca de 4 mil acessos; para o setor mineral acho que é um sucesso. Vamos ver daqui para frente. O governo federal está trabalhando no Plano Duo-decenal (2010 – 2030) e com certeza os técnicos que estão se debruçando sobre essa tarefa vão utilizar do Mineral Data para realizar as suas pesquisas. Tivemos alguns contatos com pessoas de Universidades e faculdades que tem cadeiras da mineração para ver o que eles acham, vamos levar essas informações em conta para possíveis alterações. Aos poucos alunos e professores vão conhecendo melhor o Mineral Data, experimentando mais e utilizando a ferramenta nas pesquisas acadêmicas.
RedeAPLmineral: Quais minerais estão presente no Mineral Data?
Francisco Fernandes: Todos. De A a Z, os mais importantes que são produzidos no Brasil. São dezenas de minerais. O trabalho apresenta, para a maioria dos bens minerais, dados
de reservas, produção, consumo, comércio exterior, entre outros. Contém ainda
informações sobre alguns produtos da primeira transformação mineral. Os dados
são retroativos à década de 1970 e estão atualizados até 2007.
RedeAPLmineral: O trabalho com o banco de dados está encerrado?
Francisco Fernandes: Não. O Ministério de Minas e Energia através da Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, está patrocinando a continuação dos trabalhos do Mineral Data para mais um ano e com ênfase na ampliação das estatísticas setoriais. Aproveitamos para convidar todos que tem interesse no assunto para comentar o trabalho e fazer sugestões. Comentários podem ser encaminhados para o Cetem (Centro de Tecnologia Mineral). Todas as sugestões são bem vindas.
por Claudio Almeida
Fonte: RedeAPLmineral